Igualdade, ainda que tardia!

Em pleno século XXI, com todos os avanços a respeito de igualdades e tolerâncias, liberdades e preconceitos, liberação feminina e contraceptivos, sinto como se ainda estivéssemos começando a descobrir o mundo e as pessoas.

Estamos aprendendo a aceitar, hoje, as diferenças sexuais. Gays e lésbicas podem sair do armário e professar sua natureza. Transsexuais são uma realidade. Drag-queens gozam de prestígio, até. Claro, ainda há certa resistência, mas uma parada gay com mais de um milhão de pessoas era algo impensável 30 anos atrás.

Mais: depois de muito tempo subjugadas, as mulheres estão libertas. Donas de suas vontades e desejos. Livres para buscar seu prazer, finalmente! E elas têm mais é que se divertir mesmo, realizar suas fantasias. Mulheres têm o direito de serem felizes, coisa que só elas podem fazer por si mesmas. Portanto, abaixo os preconceitos e viva o orgasmo!

Assim, vemos nas mais variadas revistas nas bancas, nos programas de TV, nos guias de auto ajuda e na internet, dicas sobre o prazer feminino: como chegar ao orgasmo, como descobrir seu ponto G, maiores explicações sobre sua anatomia, o tempo necessário para se excitar…. Ou do lado masculino: como satisfazer uma mulher na cama, o que elas querem, o que gostam, o que pensam e precisam.

Vejo reportagens que são verdadeiros manuais “Faça sua mulher feliz em 10 lições”. Será que TODAS se encaixam nessa vala comum? Justo… mulheres, “esses bichinhos tão particulares”?

Conheci mulheres que ficam o dia inteiro fazendo sexo oral, outras que olham um pinto na frente e se escondem. Conheço mulheres que adoram sexo de quatro, outras que se machucam; algumas gostam de tapas, outras carinho. Algumas você aperta, outras toca de leve; umas pedem mordidas, outras suspiram com beijos. Algumas gostam de um dedinho… bem… você entendeu…

Cada mulher… é cada mulher. Então, se todas são diferentes, por que jogá-las numa vala comum?

Não é que isso não seja importante. Informação é sempre importante! Já tirei dicas preciosíssimas de algumas reportagens muito boas… e já dei boas risadas com reportagens ridículas.

Mas… e nós? Uma coisa que ficou “meio” esquecida no meio do caminho é: o prazer masculino.

De certa forma, é um reflexo normal, afinal a sociedade “machista” era o padrão vigente. E ainda é, embora mais brandamente. Mas a sociedade mudou.

Difícil saber sobre o que ELES gostam, sobre o que eles querem, sobre o que eles pensam? Aposto que sim, você já leu algo sobre isso. Possivelmente no meio de uma reportagem falando do prazer delas…

Advogando em causa própria? Não. Digo isso EXATAMENTE porque prego a igualdade. Eu quero saber o que elas querem, o que pensam, e saber excitar minha mulher ainda melhor do que faço hoje. Mas, muitas vezes, a impressão que tenho ao ler uma reportagem dessas é a seguinte: “Você, mulher, tem que aprender a tirar e exigir seu prazer de seu amante; e você, homem, tem a obrigação de saber fazê-lo.”

Não, não temos! Temos sim é a obrigação de tentar melhorar a cada dia, ser cada vez mais competentes, saber explorar o corpo e saciar os gostos de nossa(s) parceira(s). Mas a mulher tem que ajudar também. E cada parceira tem gostos diferentes. Temos que descobri-la antes! Pior… muitas não tem nem idéia do que gostam ou desejam. Descubra MESMO!

É como se todos já nascessem sabendo tudo sobre os homens e todos precisassem aprender sobre as mulheres. Não é BEM assim. Podemos até ter uma facilidade maior de “compreensão” pelo fato de nosso sexo ser mais exposto. Descobrimos cedo que ele “fica durinho” e nos dá prazer. E só… o resto a gente descobre “na raça” mesmo!

Várias mulheres pensam que, nós homens, queremos sexo (aêêêê)! Verdade! Queremos mesmo. Queremos é comer a mulherada (aêêêê!), é nosso instinto. Queremos também “sexo de qualidade”, assim como as mulheres. E aqui, devo lhe dizer, cara amiga, acaba aquele ditado que sua avó tanto falava: “os homens são todos iguais”.

Não somos. Homens também tem grandes diferenças entre si nesse aspecto. Então, se devemos saber aonde fica e como manipular um clitóris, quem são e pra que servem os grandes e pequenos lábios, o tempo que uma mulher precisa pra chegar ao orgasmo… por que não podemos falar TAMBÉM sobre o que é e pra que serve o prepúcio, como funciona um saco, que o “corpo” e a “cabeça” sentem coisas diferentes, e (olha lá!) que gostamos de determinados carinhos em vários outros lugares também?

Senão, algumas mulheres exigem que o homem lhes dê o prazer mas, muitas vezes, quando encontram um homem que sabe… ele nem sempre tem motivação para tal, porque sua parceira… não ajuda!

Nesse ponto as reportagens ajudam. Portanto… informação sobre tudo e a todos. Igualdade.

E assim… viveremos felizes para sempre.

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