Amor camaleão

Salve salve, querido amigo visitante e amada e linda amiga. Acomode-se… a casa é sua. É um prazer estar novamente junto com você para discutir mais alguns questionamentos dessa pobre cabecinha invisível.

Continuando o assunto, e até pegando um gancho no post passado, as coisas mudam com tamanha rapidez que nos fazem esquecer o passado distante, de tal forma, que parece até impossível que tudo tenha sido diferente um dia. Mas não estou falando de maravilhas da tecnologia e revoluções nas telecomunicações. Muito menos de engenhocas revolucionárias, avanços na medicina e na ciência. Estou falando de “usos e costumes” mesmo. A sociedade muda muito. E rapidamente.

Então vai… pega lá uma cerveja na geladeira, senta aí no sofá e fique à vontade…

 

Você consegue imaginar o mundo sem controle remoto? Os mais antigos se lembram. Sem internet? Ufa. Sem um celular? Sem chapinha no cabelo? Sem shampoo? Sem comida pro cachorro? Sem congelados? Sem microondas? Sem carro? Ou sequer uma bicicleta?

Como disse, o foco não é nas tecnologias, e sim em COMO as coisas mudam com o advento de alguma mudança revolucionária (e popularizada) em nosso estilo de vida. Não importa qual seja. Então esqueçamos os celulares e computadores. Isso se estende em mudanças muito mais sutis do que parecem.

Um exemplo? Tênis e calçados. Todo mundo tem um tênis! Antes? Sandálias feitas à mão ou pés descalços e doloridos? Mais? Calças jeans? Espelhos? Tesouras? Como era o mundo sem… sabão? Sem… papel higiênico???

E por que estou dizendo isso? Porque o amor, como conhecemos hoje, cantado em verso e prosa pelo poeta e pelo pagodeiro, eternizado nas novelas, no cinema e em nossas mentes, é o que chamamos de “amor romântico”. Sabe, né? “É o amooo-ooooôor”… o Zezé de Camargo já te disse.

Não preciso explicar, afinal é chover no molhado: TODOS sabemos “como é” o amor. Desde o flerte até o filho, detalhando todas as etapas como manda o figurino.

Então sabemos que “não existe amor sem beijo na boca”. Esqueça os “selinhos”. Estamos falando de beijos de língua mesmo. Como se diz por aí, sexo sem beijo na boca, só com puta (nem sempre é assim, avise-se). Os cuecas sabem do que estou falando… (Se quiser ver mais sobre beijo na boca, veja aqui.)

Mas houve um tempo que não era nada disso. Amor era carinho, respeito e bilau na periquita. E pronto! O quê? Beijo na boca? Como???

Tem noção do que deve ser beijar uma boca que nunca tinha escovado os dentes NA VIDA? Nojentos, não? E não faça essa cara de asco não! Você também seria assim. Você mesma talvez não tivesse o pivozão lá na frente ou alguns de seus pré molares. Talvez até a pior parte do bafo fosse a sua…

OK… você imaginou a cena. E decerto está pensando: “Ahhhh… mas isso foi há milhaaaaares de anos.” Ledo engano. A escova de dente, da forma como a conhecemos, existe desde a década de 40! Isso mesmo… 1940! Antes disso, minha amiga… nada de beijos apaixonado e línguas se entrelaçando.

A escova de dente foi inventada por volta de 1500 d.c. na China. Suas cerdas eram feitas de pelo de porco, e posteriormente substituídas por pelos de cavalo. Mas a escova de dente como a conhecemos, industrial e disponível a todos, surgiu em 1938. Antes disso… esqueça o amor romântico tal qual conhecemos.

Ou seja… esqueça aquelas suas fantasias sobre os beijos apaixonados de Romeu e Julieta. Mais ainda… aquele beijo que você sonhava em dar no Mel Gibson em “Coração Valente” jamais teria acontecido, querida amiga. No máximo levaria uma… bem… deixemos para lá.

Em termos de evolução da espécie humana, 70 anos são NADA. E, no entanto, ninguém consegue sequer IMAGINAR um amor diferente do que vemos e vivemos hoje em dia. Foram 100.000 anos sem ”french kisses” e em 30 anos, o mundo já se beijava à torto e a direito (lembre do amor livre nos anos 70).

Percebe como a sociedade e as “regras do jogo” mudam radicalmente num piscar de olhos? Portanto, querida amiga… quando você for na micareta beijar aqueles 38 rapazinhos liiiiiiindos e saradeeeeenhos, agradeça à Du Pont, que industrializou a escova de dente. Senão, no máximo você poderia tentar fazer trigêmeos naquela tarde…

Tags: , , , , , ,

Obrigado pelo seu comentário! Volte sempre... =)

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: