Os opostos se atraem?

A pessoa que cunhou a expressão “os opostos se atraem” deve ter sido a mesma que inventou o imã. Só pode…

É a única explicação para essa frase ser imortal. Pense comigo: COMO você vive com uma pessoa muito diferente de você? Ela, triatleta, vegan, esotérica e secretária trilíngue, acorda 5:30 da manhã para treinar antes de entrar no serviço às 9:00, onde exerce suas funções até as 19:00, volta e dorme religiosamente às 23:00. Ele, boêmio, cachaceiro e desapegado aos valores materiais, trabalha como músico em bares e boates pelo estado. Trabalha geralmente das 20:00 em diante e dorme invariavelmente ao raiar do sol, muitas vezes bêbado.

Mas em uma noite de sexta-feira, quando ela saiu com suas amigas, os dois se encontraram e seu charme de músico encantou a regrada moça. E os dois acabaram engatando um breve rolo, onde seus beijos e “cositas mas” encantaram os dois. Mas… e aí? O que mais?

É possível?

Só se um dos dois mudar de vida…

Penso que pessoas muito diferentes JAMAIS conseguem se relacionar. Atração pode haver, mas um relacionamento está inevitavelmente fadado ao fracasso. Simplesmente porque, o ser humano, em todas as suas relações busca… afinidade!

Sendo assim, a chance dessa mesma moça se apaixonar por um outro atleta ou por um colega de escritório é mil vezes maior que o mesmo músico. Bem como o rapaz deverá se enroscar com alguma groupie ou baladeira. Até porque é seu mundo. E o caçador sempre se sente mais à vontade em seu “habitat”.

Um mundo novo sempre encanta pelo desconhecido. Portanto, a “atração entre os opostos” pode existir. O deslumbramento por um mundo novo. Será então que é a mesma história do “os homens preferem as loiras, mas casam com as morenas?”

Não, porque são opostos até um limite. Se ele for um heavy-metal e ela uma “peoa”… se ela for uma cabrocha e ela um gótico… a chance de haver uma atração tende a zero… simplesmente… porque eles são de “outra espécie”! É quase como um tamanduá se apaixonar por uma capivara. Haja atração entre opostos…

Porém… eu também não estou dizendo que acredito no “amor entre os iguais”. Afinal, como haver uma conversa com alguém que pensa exatamente igual a você?
– Cara… gosto tanto de passear cedo no parque!
– Eu também…
– Num dia de sol. E tomar um sorvete…
– Eu também.
– Depois voltar, almoçar e dar um cochilo. Acordar e fazer amor.
– Eu também.

PUTA CONVERSA CHATA! Você não pode pelo menos querer um suco? Fazer amor antes do cochilo? Sei lá!! Opiniões divergentes são fundamentais para uma boa conversa!

Então estou me contradizendo? Ainda não. “Pessoas com afinidades” não significam “pessoas iguais”. Discordâncias são necessárias. Construtivas. Enriquecedoras. Afinidade é fundamental, clone de cérebro não.

O ponto é que a atração pode existir entre opostos, desde que não tão opostos assim. Sendo assim, pode haver sexo prazeroso e até uma paixonite. Mas para haver um relacionamento precisa muito mais. Precisa de afinidade de pensamento… de conduta de vida… objetivos em comum. Um relacionamento vive disso.

Em resumo. Os opostos podem até se atrair. Mas o que funciona mesmo são:

Pessoas diferentes, com interesses parecidos.

Ou você discorda? Pegue uma cerveja, sente no sofá e solte a voz…! Sua vez.

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